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Professores da rede particular da Bahia fazem nova paralisação nesta quinta (16)

Professores da rede particular da Bahia fazem nova paralisação e avaliam greve por tempo indeterminado

Por producao Ā·

Professores da rede particular da Bahia fazem nova paralisação nesta quinta (16)

Os professores da rede particular de ensino da Bahia realizam uma nova paralisação nesta quinta-feira (16). A categoria farÔ uma assembleia para discutir a possibilidade de deflagrar uma greve por tempo indeterminado.

A reunião faz parte da Assembleia Geral ExtraordinÔria Permanente da Data-Base 2026 da Educação BÔsica e serÔ realizada a partir das 8h, no Auditório Jorge Amado, no Real Classic Bahia Hotel, localizado no bairro da Pituba, em Salvador.

Professores da rede particular da Bahia avaliam greve

A convocação foi publicada pelo Sindicato dos Professores no Estado da Bahia (Sinpro-BA). A assembleia faz parte da campanha salarial (data-base 2026) dos docentes da Educação BÔsica da rede particular.

A paralisação das atividades nesta quinta (16), tem como objetivo garanti r a participação da categoria na assembleia, considerada decisiva para definir os próximos passos da mobilização dos professores.

ReivindicaƧƵes dos professores da rede particular da Bahia

Em entrevista ao Aratu ON , o presidente do Sindicato dos Professores no Estado da Bahia (Sinpro), Allysson Mustafa, revelou que a paralisação ocorre ato ocorre por conta da falta de consenso na Campanha Salarial entre a categoria e o sindicato patronal, que representa os donos de escolas.

O Sindicato dos Professores no Estado da Bahia (Sinpro-BA) indicou que os trabalhadores afirmam que enfrentam sobrecarga de trabalho e realizam diversas atividades sem remuneração adequada .

De acordo com o professor Allysson Mustafa, a categoria busca garantir melhores condiƧƵes de trabalho e ampliar direitos. ā€œTemos trabalhado exaustivamente e boa parte desse trabalho Ć© realizada sem recebimento. Estamos lutando por mais valorização e melhores condiƧƵes para os professoresā€, afirmou.

Além da falta de avanços nas negociações, os docentes demonstram preocupação com propostas apresentadas pelas instituições de ensino. Segundo Mustafa, o setor patronal discute a possibilidade de reduzir benefícios jÔ conquistados pela categoria, como o período de recesso e a concessão de bolsas de estudo para filhos de professores.

Em nota, o Sinpro-BA informou que, durante a rodada de negociação realizada em 27 de maio, os representantes das escolas particulares rejeitaram as propostas apresentadas pelo sindicato. Entre as reivindicações negadas estão o reajuste salarial, a qualificação do piso da categoria, a ampliação do recesso e a regulamentação, com remuneração específica, das atividades e avaliações exigidas pelas instituições de ensino. A entidade também critica o que classifica como excesso de trabalho não remunerado, incluindo tarefas administrativas, elaboração e correção de avaliações e outras demandas realizadas fora da jornada regular.