Delegacia de Salvador é investigada após manter 46 presos em espaço para oito; entenda
Delegacia de Salvador é investigada pelo MP-BA após manter até 46 presos em espaço com capacidade para oito. Investigação aponta superlotação e condições insalubres
Por producao ·

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) instaurou uma investigação para apurar as condições de detenção na 1ª Delegacia Territorial dos Barris, em Salvador. Segundo a apuração, a carceragem da unidade chegou a manter 46 presos em um espaço com capacidade para apenas oito pessoas.
A decisão, obtida pelo Aratu On, aponta ainda um cenário de superlotação e condições insalubres no local. O documento relata que houve uma saturação física completa do espaço destinado aos detentos. Segundo a portaria, a delegacia abriga presos em cumprimento de prisão temporária, além de pessoas com prisões preventivas ou em flagrante que deveriam ser transferidas para o sistema prisional.
Mesmo após passarem por audiência de custódia, alguns presos permanecem na unidade policial enquanto aguardam a transferência para uma unidade prisional adequada. Diante da situação, o Ministério Público determinou que as autoridades prestem, no prazo de cinco dias, informações detalhadas sobre a carceragem da 1ª Delegacia Territorial dos Barris.
Entre os dados solicitados está a quantidade exata de presos provisórios que já passaram por audiência de custódia, mas continuam na delegacia aguardando transferência. O MP-BA também solicitou informações sobre a situação de superlotação e as condições de insalubridade da unidade.
Outra delegacia de Salvador é investigada
Além da situação na 1ª Delegacia Territorial dos Barris, outra unidade policial de Salvador também é alvo de investigação. A Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra a Criança e o Adolescente (DERCCA), localizada no bairro do Matatu, é investigada por uma suposta conduta irregular durante o atendimento prestado a duas vítimas.
Segundo informações obtidas pelo site, foi instaurado um Procedimento Administrativo para apurar uma possível recusa de atendimento, além de uma suposta falta de “civilidade e respeito mútuo” durante a prestação do serviço.
A denúncia foi apresentada por duas vítimas que teriam passado pela situação na unidade policial. O procedimento será acompanhado pela promotora de Justiça Ana Paula Limoeiro.
A apuração deverá esclarecer as circunstâncias do atendimento e verificar se houve recusa de atendimento ou outra irregularidade atribuída à unidade.
Também será analisada a alegada falta de civilidade e respeito mútuo mencionada na denúncia.